sexta-feira, 10 de junho de 2011

Manobrista de navio ganha mais de R$ 100 mil por mês

O trabalho é ajudar comandantes nos portos; concurso é realizado pela Marinha


Uma carreira dos mares com um grande salário está atraindo cada vez mais candidatos: o prático, uma espécie de manobrista de navio. O trabalho é ajudar comandantes de navios a manobrar e estacionar na chegada e na saída dos portos.



O pagamento pode passar dos  R$ 100 mil, dependendo da quantidade de navios manobrados por mês. O concurso público para a profissão é organizado pela Marinha, devido à responsabilidade exigida.
O engenheiro mecânico Eduardo Sartori diz entender de navegação e vai se inscrever no exame.
- Se você comparar com outras profissões, é um belo salário.
Viriato Geraldes, chefe de operações portuárias, afirma que há trabalho de sobra.
- O movimento não para. Não há fim de semana, nem período noturno, as manobras podem ocorrer a qualquer hora do dia.
Fábio Fontes tem 42 anos de experiência. A bordo, é ele quem dá as coordenadas. O comandante só obedece. Para fazer as manobras, é preciso conhecer o relevo, o vento e as correntezas dos arredores do porto.
O trabalho do prático só termina depois que o navio atravessa o canal com segurança.

Fonte: R7

Consultores recomendam buscar referência de novo emprego

No entusiasmo de uma nova oportunidade de trabalho, o candidato pode se esquecer de avaliar questões como a cultura da empresa, o ambiente de trabalho e a idoneidade da organização.
Essas informações permitem que o profissional faça uma escolha melhor em relação ao próximo passo na sua carreira.
"Saber mais sobre a empresa também permite se preparar para a entrevista", avalia Danielle Restivo, gerente de comunicação corporativa da rede social voltada ao mundo do trabalho LinkedIn.
A pesquisa possibilita ainda que o candidato conheça eventuais dificuldades financeiras ou problemas judiciais, que poderão prejudicar o funcionário se a empresa deixar de pagar salários e benefícios ou manchar sua reputação.
O consultor de recursos humanos Pedro Scigliano, da Requisito RH, recomenda uma busca pelo Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica em órgãos como a Receita Federal e a Junta Comercial do Estado.
Pesquisas em redes sociais também são válidas. "Por elas, o profissional pode saber qual é a imagem da empresa perante seus públicos", comenta.
Sites como o LinkedIn permitem saber, por exemplo, se há grande rotatividade do quadro de funcionários e de cargos-chave na empresa.
Eles também podem ser fontes para pedir referências de futuros chefes e colegas da empresa.
Danielle Restivo dá algumas dicas de como utilizar as redes sociais profissionais para obter informações sobre a empresa e os funcionários com quem o candidato possivelmente vai trabalhar.
  1. Faça uma pesquisa na rede social pela empresa. Com isso, é possível visualizar funcionários atuais e antigos e de que forma você está conectado a eles.
  2. Se um deles for um contato de primeiro ou segundo graus, o candidato poderá entrar em contato diretamente e checar se eles gostariam de bater um papo sobre como é trabalhar na empresa.
  3. Se eles não estiverem entre seus contatos mais próximos, você poderá solicitar a um contato que os conecte para apresentá-los.
  4. Também é possível olhar o perfil dos funcionários atuais e antigos para entender qual é o perfil que a empresa solicita.
  5. Em linkedin.com/signal, é possível consultar o que as pessoas estão dizendo sobre aquela empresa. No Twitter, buscas também permitem saber o que as pessoas dizem sobre a empresa.
Outra dica, dada por Guy Kawasaki, ex-evangelista da Apple e fundador da Alltop.com, em seu blog, é pesquisar as pessoas que ocuparam o cargo para o qual você está se candidatando. "Assim você saberá quanto tempo as pessoas ficam nesse cargo e qual o seu perfil", analisa.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Demissão de gestor cresce 30% no 1º quadrimestre

A demissão de executivos cresce desde o fim do ano passado, segundo dados de quatro das maiores consultorias de recolocação do país: Gutemberg, Lens & Minarelli, Michael Page e Produtive.



O aumento chegou a 30% no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com estudo da Produtive com 330 executivos, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.
Profissional pode mapear dispensa
"Depois da recuperação [da crise], as empresas estão sendo cobradas por resultados pelos acionistas", justifica Rafael Souto, diretor-executivo da consultoria.
No saldo de demitidos estão CEOs que trouxeram retorno aquém do esperado e o segundo escalão das companhias, especialmente diretores que foram trocados com a vinda de um novo líder.
Esses últimos fazem parte de um grupo de executivos desligados por "questões políticas" -que não estão ligadas a desempenho ou relacionamento, mas a processos como fusões- e que soma 50% das demissões em 2010, diz estudo da Lens & Minarelli com 125 gestores de RH.
"Não pude mostrar todo o meu potencial", diz Francisco Castro, 48, demitido após troca de chefia no banco em que trabalhava.
A recolocação foi difícil, diz ele, que conseguiu vaga em uma outra empresa e mudou-se de Brasília para o Rio.
47% sentem alívio em desligamento
Alívio é o principal sentimento dos executivos após a demissão. É o que dizem ter experimentado 47% dos 235 gestores entrevistados pela consultoria Lens & Minarelli no ano passado.
"A cobrança está mais forte porque o Brasil está produzindo mais. A expectativa é que se produza muito, até para 'tapar buraco' da produção de outros países", explica Mariá Giuliese, CEO da consultoria, justificando a sensação dos profissionais.
O mesmo levantamento, em 2005, mostrava que 33% dos executivos sentiam-se aliviados. À época, a maior parte dizia-se surpresa, chocada ou revoltada (43%).
Hilário Vizintin, 52, ex-gerente de infraestrutura em uma multinacional de eletrodomésticos, afirma ter sentido o aumento da cobrança. Em julho do ano passado, optou por sair da empresa para ter mais qualidade de vida.
"Eu trabalhava, no mínimo, 12 horas por dia, e estava sobrecarregado e com problemas de saúde", conta ele.
PRESSÃO CONSTANTE
Segundo Vizintin, a companhia, que considera um bom lugar para trabalhar, triplicou a produção nos últimos dez anos, sem que o número de funcionários acompanhasse o crescimento.
"O nível de pressão aumentou bastante, eu ficava 24 horas 'no ar'", conta ele.
Atualmente, Vizintin dá aulas em uma faculdade e diz ter mais qualidade de vida. Mas a maior parte dos recursos para seu sustento, que antes vinha do salário, agora é fruto dos rendimentos de uma previdência privada.
Planejar a carreira para o caso de ter que sair da empresa é algo mais comum atualmente do que há cinco anos. Em 2010, 54% dos demitidos disseram ter planos para o caso da demissão; em 2005, o número era de 38%.
Os profissionais estão cada vez mais conscientes de que são eles -e não as empresas em que trabalham- os responsáveis pela carreira, avalia Marcelo Cuellar, "headhunter" da Michael Page.
"O mercado aquecido exige essa consciência. É natural que a pessoa estude, faça MBA e tenha um plano B para deixar a companhia", sinaliza o consultor.

Fonte: Folha de São Paulo